sábado, 30 de junho de 2012

ENTREGA



ENTREGA
Mensagem de Julie Redstone
18 de Junho de 2012.



Amados,

Na unidade do Todo, a entrega não é uma tarefa, mas um chamado interior para o que é mais real, ou seja, o Ser, o Todo, a vida de Deus se movendo através de tudo o que existe. Para fazer parte desta vida, não é então uma obrigação, nem um exercício, mas uma parte inata do reconhecimento do que é mais importante, mais abençoado, mais sagrado.

No plano da dualidade em que mais nos experienciamos como seres separados por muito tempo, muitas vezes parece difícil nos entregarmos ao Divino que criou a vida e que infunde todas as coisas vivas. Isto é porque o ego tendo estado no comando do cuidado pessoal e da autoproteção por um tempo muito longo, não é totalmente certo que deixar ir o controle seja uma boa idéia.

O ego não tem certeza do amor que se encontra na base da Criação e que vive dentro de cada ser. E, entretanto, a alma encarnada anseia por este amor, assim como deseja fazer parte do que veio. Anseia por trazer o ser fisicamente encarnado de volta as suas origens.

A entrega envolve uma liberação do ego, em favor de algo muito maior – a santidade do amor infinito e a paz da unidade.

Neste deixar ir, pode existir o medo de que não haja amor suficiente dentro de si para o Criador de tudo, no entanto, isto não é verdade. Pois o relacionamento com Aquele que é Tudo, é tão inato para a alma como a respiração é para o corpo humano. 

É parte da respiração espiritual, inspirar e expirar o amor por Deus, fazer parte deste amor, procurar fluir com este amor.

O ser consciente pode manter uma perspectiva diferente. Enquanto ele se engaja em situações na vida em que o medo está presente, pode procurar manter uma medida de controle da familiaridade e do hábito. Este controle está a serviço da autoproteção. É o que o ser encarnado conheceu.

Retornar à Fonte da vida como proteção, é algo que não pode ser compreendido pelo ego, mas somente pelo coração conectado à vida da alma.

Dentro deste coração há paz e descanso e a garantia da bem aventurança de viver na vida maior do Uno.

Além disto, dentro de cada ser encarnado, apesar de separado ou duvidando do que cada um possa sentir, há um desejo de estar livre das limitações criadas pelo medo, pela dúvida e pela negação da verdadeira essência.

Este anseio não é da mente, mas do coração e do ser mais profundo. A mente deve dar o seu consentimento no processo de retornar à Fonte, mas o próprio anseio cria a disponibilidade para a entrega e a atração à vida mais profunda.

A Entrega é em um nível, uma questão de vontade, permitindo que a vontade pessoal seja absorvida na vontade Divina, reconhecendo que a Vontade maior do Divino mantém tudo o que é bom, verdadeiro e belo nela.

Em outro nível, a entrega é uma questão do desejo de terminar a separação e viver em um estado de amor e de unidade. Tendo achado a separação dolorosa e cheia de solidão, a alma encarnada busca retornar ao seu lar onde ela imagina, espera e confia que sentirá um sentimento de pertencer.

Em outro nível ainda, a entrega é a atração inata do ser encarnado em algum ponto de sua jornada através do reino físico, para buscar e encontrar a fonte espiritual do seu ser.

Embora dentro de qualquer existência, o eu exterior possa ou não buscar uma vida espiritual, a trajetória do retorno não se baseia no que acontece durante uma vida, mas em todo o arco da existência encarnada. Dentro deste arco e nos recessos do coração de cada ser, está uma relação de aliança com a Fonte Divina do ser, que atrai a alma novamente para Aquele do qual veio.

Esta relação pactual atrai inevitavelmente a alma de volta ao longo do tempo, de modo que a plenitude do ser total, possa ser realizada.

Por esta razão, pode-se dizer que, embora a entrega ou o desejo pela entrega possa não estar presente em determinada existência, está presente como um anseio da alma que vive nos recessos do coração, um anseio que deve um dia ser realizado.

Neste retorno, Deus colocou um sinal claro e uma seta de direção para a alma que vive dentro do ser físico que nunca deixou o Divino, a Fonte sagrada da qual ele veio, e a sua existência tanto confirma quanto ordena para cada ser encarnado que cada um, final e inevitavelmente retorne um dia ao Lar.


Fonte: http://lightomega.org 
Tradução: Regina Drumond 
reginamadrumond@yahoo.com.br  
Enviada por Fada San
http://www.anjodeluz.net/