domingo, 27 de maio de 2012

O DESABROCHAR



O DESABROCHAR
Por Aline Bitencourt



Ao ouvir um CD que eu comprei em 2008, quando eu passava por período de intensas transformações, eu logo me lembrei de como eu era naquele momento.

A música tem a capacidade de fazer a gente viajar interdimensionalmente.

Então, enquanto respirava aqui, podia reviver o que eu sentia na primeira vez em que eu ouvi este CD.

Foi tão marcante ouvir e sentir o chamado para despertar com consciência pela primeira vez.
E essa lembrança me fez perceber que eu já estou em outra vida, dentro do mesmo corpo.

E é muito comum quando a gente passa a viver outra vida, dentro da mesma existência, notar a diferença da nossa aparência numa foto tirada há algum tempo. Mas não é só a aparência que está mudada. O nosso olhar muda, a nossa energia muda, a nossa consciência se abre cada vez mais.

Então, percebendo o meu Eu velho e o meu Eu de agora, me veio a analogia da flor.

Isso pode soar até meio piegas, mas é assim que eu pude perceber como a consciência humana se abre.

Uma parte minha questionadora se pergunta: mas pra que mesmo a gente precisase expandir?

Ah, daí que entra a metáfora da flor.

Por que uma flor se abre?
É da sua natureza de ser flor.

Assim, na natureza há vários tipos de flores, umas maiores, outras menores, umas delicadas, outras que nem parecem mesmo flores, espinhosas. Mas todas são flores, não importa como elas sejam. E cada flor tem sua forma própria de viver, seu ritmo.

O que elas têm em comum: seu aspecto de ser flor e, portanto, mais cedo ou mais tarde, todas as flores desabrocham.

Vejo quantas vezes eu já me espantei com a atitude das pessoas e com a minha própria atitude. E, na falta de compaixão, duvidei que dentro de cada ser há esse “aspecto-flor”. Mas, sim, todos nós somos flores, diferentes flores, com diferentes movimentos de desabrochar.

Algumas flores se abrem com graça e facilidade.
Outras, nem parecem que estão se abrindo e quando se percebe, ah, eis que surge uma bela flor!

Muitas vezes, o movimento da flor é sofrido, leva um tempo.
Mas, a nossa verdadeira Natureza é tão compassiva, tão paciente.

Não há mesmo um tempo ideal para a flor se abrir.
Mas, temos acerteza de que ela se abrirá.

Por isso, não é preciso forçar a natureza, nem mesmo nos cabe comparar o nosso ritmo com o dos outros. Somos flores únicas e, por isso, com um jeito próprio de experimentar o nosso desabrochar.

Só nos resta, então, curtir cada etapa do nosso despertar, com aceitação, com compaixão por cada momento de nossa vida.

Não importa como o desabrochar se dá, mas ele é lindo por natureza.

Celebremos essa dádiva que está presente em cada um de nós.

Um abraço a todos, com o perfume amoroso do meu Eu-flor...

Aline Bitencourt

Texto enviado por Thais Marzagão.
Grata Aline por autorizar a publicação de seu texto, amei!

VIDEO: FLORES DESABROCHANDO


LINK YOUTUBE